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O que os unicórnios ensinam aos projetos de tecnologia

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Acaba de ser notícia o aporte de US$ 400 milhões do fundo americano TCV, que já aportou em empresas como Facebook, Netflix e Airbnb, na fintech brasileira NUBANK. Assim, a dona do “cartãozinho de crédito roxinho” passou a ser avaliada, segundo analistas do mercado financeiro, em US$ 10 bilhões. A NUBANK foi o terceiro unicórnio (empresa que atinge a marca de US$ 1 bilhão de valor) brasileiro e torna-se agora a primeira startup brasileira a chegar no “valuation” de US$10 bi sem abrir seu capital.

De acordo com o livro “Welcome to the Unicorn Club: learning from billion-dollar startups”, de Aileen Lee (sócia-fundadora da Cowboy Ventures, fundo de investimentos-semente em empresas de tecnologia sediado no Estado norte-americano da Califórnia), apenas 0,07% das startups atingem um patamar bilionário. Daí a expressão “unicorn” (unicórnio) – animal mitológico caracterizado como um equino mágico raro e indomável, que possui um único chifre espiralado sobre a testa – para designá-las.

Na verdade, Lee cunhou o termo para startups de software nos EUA avaliadas em mais de 1 bilhão de dólares antes de abrirem seu capital em bolsa – e, posteriormente, a denominação logo passou a ser utilizada em outros países. Unicórnios são, portanto, empresas que começam pequenas, mas que redefinem mercados por meio de soluções e ofertas inovadoras, em uma jornada que leva em conta, entre outros aspectos, a adoção de uma estratégia focada no cliente e cultura orientada por uma missão clara. E, claro, alcançam resultados expressivos, que se refletem no valor de mercado da companhia.

Quatro lições dos unicórnios para seus projetos de tecnologia

Não existe fórmula para uma startup ser alçada ao seleto grupo das empresas bilionárias. Mas, todos esses unicórnios, nacionais e estrangeiros, têm algumas coisas em comum. Resumimos algumas que oferecem bons insights para projetos de tecnologia e para o dia-a-dia de empresas de todos os setores e portes (inclusive aquelas que não se veem na pele da próximo tecnologia ou modelo de negócio disruptivo que irá revolucionar o mercado).

Lição 1 – TECNOLOGIA ESTÁ NO FOCO. MAS, PRECISA ATENDER À TEORIA DOS AEROPORTOS

Sim Para todas essas startups a tecnologia tem um foco primordial. Mas, a tecnologia (pode parecer óbvio) é apenas um meio para se resolver um problema comum e de uma forma bastante diferente do que vinha sendo feito ou tentado. Desta forma, a tecnologia não pode oferecer uma etapa adicional, necessidade de aprendizado ou qualquer outra complicação. É preciso ser intuitivo. O que é a teoria dos aeroportos? Todo mundo tem que chegar na esteira de bagagem, independente de idade, vivência ou da língua que fala.

Lição 2 – O MINDSET  É LEAN

Esses empreendedores têm no sangue o LEAN THINKING. A premissa é sempre reduzir custos, simplificar. Significa que o investidor precisa ao final dizer: “Obrigado por todas as linhas de código que você evitou que eu pagasse”. E o usuário, por sua vez: “muito obrigado pela etapa adicional que você evitou.

Lição 3 -A TECNOLOGIA ESTÁ NO FOCO. MAS, O OLHAR É DO USUÁRIO/ CLIENTE

As startups que se perpetuam e, especialmente, as que alcançam crescimento exponencial e a marca do bilhão têm em comum o fato de terem criado serviços que resolveram problemas e/ou simplificaram a vida das pessoas. Esse deve ser o mantra de qualquer projeto envolvendo tecnologia – uma nova arquitetura de infraestrutura, um novo aplicativo.

Lição 4 – SIMPLICIDADE É TUDO

Atribuem a Confúcio o pensamento “A vida é muito simples e insistimos em complicá-la”. Talvez, ele estivesse olhando para um wireframe quando pensou nisso!!! Brincadeiras à parte, essas startups estão promovendo uma revolução no mundo dos negócios e consumo sem reinventar a roda. Algumas vezes, bastou a ideia de um SaaS (Software as a Service) ou um modelo escalável para fazer toda a diferença. A Contabilzei, por exemplo, ofereceu um serviço de contabilidade online, mais barato, mais escalável. Tornou-se o terror dos antigos escritórios de contabilidade, que toda empresa têm (algumas tinham, não têm mais).

Enfim, seja uma inovação tecnológica ou um mero novo olhar para os padrões tradicionais e antigos negócios sólidos desabam em troca de um novo jeito de dar resposta, de resolver. Esse olhar é o que deve nortear qualquer redesenho de processo, desenvolvimento de novos serviços, novos mercados ou uma nova tecnologia.

 

 

 

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