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Transformação Digital no Varejo
dezembro 11, 2019
Desafios para o varejo em 2020
janeiro 10, 2020

As mudanças tecnológicas não param, assim como seu impacto em todos os setores da economia e perfis de negócios. Mais do que manter-se “up to date”, o desafio das empresas é perceber rapidamente as necessidades de seu público-alvo, acelerar a incorporação de tecnologias emergentes e, principalmente, antecipar os ajustes em seu modelo de negócios, seus produtos e serviços para manter-se competitivo e conectado com seu consumidor. Um primeiro passo é olhar algumas das principais tendências de tecnologia para 2020.

Reunimos algumas das tendências de tecnologia apontadas por especialistas das consultorias Gartner, Forrester e IDC.

 

1) Data Science acelerando

A Ciência de Dados ganhará novo impulso com mais empresas buscando automatizar e ampliar suas capacidades de coletar, interpretar, projetar analisar e transformar informações em novas decisões e estratégias. Segundo o Gartner, mais de 40% das tarefas de Data Science serão automatizadas a partir de 2020.

 

2) Mais Privacidade e Segurança

Veio a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e muita discussão em todo o planeta, despertando a consciência de consumidores sobre o uso de seus dados por empresas. Assim, independente do calendário da LGPD, as empresas precisarão mostrar maior transparência no uso que faz das informações coletadas e investir mais na segurança desses dados.

 

3) Automação de processos com RPA ou Hiperautomação?

Delegar tarefas repetitivas a robôs por meio da RPA (Robotic Process Automation) terá impactos mais significativos na simplificação e agilização dos fluxos de trabalho. De acordo com o Gartner, a RPA já supera os demais segmentos de software corporativo em todo o mundo. De 2017 para 2018, o mercado de RPA registrou um crescimento de 63% nas vendas e outros 53% de crescimento estavam projetados para 2019. Ainda segundo a consultoria, em 2022, o mercado de RPA será de US$ 2,4 bilhões.

O Gartner já fala em Hiperautomação – a combinação de diversas ferramentas de machine learning e automação para agilizar e simplificar fluxos de trabalho. A hiperautomação é o tratamento um pouco mais sofisticado da automação, envolvendo descobrir, analisar, projetar, automatizar, medir, monitorar e reavaliar.

 

4) Assistentes Virtuais assumem a ponta

A Forrester projeta o crescimento do atendimento com auxílio de inteligência artificial. Segundo a consultoria americana, até 2022, as interações de consumo realizadas por meio de robôs já irão superar aquelas feitas por pessoas. Essa tendência também passará a acelerar a incorporação de funcionalidades como acesso a músicas, podcasts, rádio, listas de compras, receitas em eletrodomésticos.

 

5) E depois de centralizar… Distribuir a infraestrutura digital

Depois da computação de data centers centralizados, cada vez mais empresas apelam para uma infraestrutura distribuída. A Internet das Coisas (IoT) e o 5g vão levar as organizações a aproveitar a conectividade melhor para produzir (ou capturar) mais e mais dados. Ou seja, realizar mais e mais interações e trocas de informações entre equipamentos, sistemas. Com isso, mais empresas serão para processamento nas pontas (edge computing) e distribuição de sua cloud geograficamente. A IDC projeta que, em 2023, mais de 50% das novas implantações de infraestrutura digital estarão nesse formato.

 

6) Sem Inteligência artificial, sem chance

Já é difícil falar de IA como tendência. Hoje, já faz mais sentido falarmos nas tendências de inteligência artificial. Falar num mundo sem IA seria como pensar em tecnologia sem internet, nos dias de hoje. Mas, o fato é que as iniciativas de transformação digital estão dependendo cada vez mais de modelos de machine learning. A realidade em 2020 é que as alternativas de sistemas, APIs, aplicações de IA em nuvem vão facilitar a aceleração do aprendizado de máquina.

Outro aspecto alavancador é a automação da construção e otimização de redes neurais, o alicerce da IA. Em 2020, esses processos automatizados serão significativamente mais usados.

A IDC prevê que, até 2022, 75% das organizações estarão utilizando  IA em suas tecnologias e processos. A inteligência artificial passará a atuar para descobrir insights operacionais e orientar a inovação.

 

7) Ladies and Gentlemen: o DataOps

É bastante simples: agile com inteligência artificial com aprendizado de máquina para ajudar as empresas a tomar vantagem do volume gigantesco de informações que é capaz de obter. O cientista de dado está lá também. Porém, essa abordagem será cada vez mais adotada para acelerar o “time to analytics” e concentrar as equipes na camada de modelagem da IA, criando equipes de alta performance na análise de dados.

 

8) 5G

O 5G é aguardado com ansiosidade. É preciso lembrar que sua implementação no Brasil levará anos e a Anatel irá realizar o primeiro leilão no final do primeiro trimestre ou início do segundo. Isso não deve impedir as empresas de considerarem a tecnologia em seus planejamentos. O 5G vai significar um ataque massivo de dados nos processos de negócio. Assim, é crucial identificar quais áreas e processos corporativos já estão preparados para isso e como criar esse roadmap.

 

9) Vem aí a Multiexperiência do usuário

Começa agora e deve estender-se por quase uma década essa mudança na maneira de perceber e interagir com o mundo digital. De acordo com o Gartner, plataformas de voz, realidade virtual e realidade aumentada são os aceleradores dessa mudança.

O primeiro aspecto é criar aplicações multiplataforma baseadas no browser. Ou seja, aplicações web, responsiva, flexível e ao mesmo tempo nativas para mobile, TV e wearables. Isso tudo agrega ainda mais desafios no design de interfaces (UI). Essas interfaces precisam ser cada vez mais rápidas e, mais do que isso, quase invisíveis ao usuário.

O que isso significa na prática? O Gartner prevê o surgimento de plataformas de desenvolvimento multiexperiência, que são usadas no desenvolvimento de aplicações de chat, voz, realidade aumentada (RA) e wearables que apoiarão o negócio digital.

 

10) Muito mais coisas autônomas

Robôs, drones, veículos, equipamentos autônomos. Da logística à medicina, o uso de inteligência artificial para oferecer interações mais naturais e eficazes entre ambientes e pessoas continuam na sua toada. Não obstante as questões legais e regulatórias envolvidas, o mercado já espera ansiosamente pelo serviço autônomo de carona, prometido para 2020 por Elon Musk, CEO da montadora americana de carros elétricos Tesla. É a ideia de um taxi-robô. Mas, há muito mais por aí!

De 2015 para 2020, o número de robôs industriais terá dobrado. O crescimento principal está no segmento de robôs colaborativos, aqueles que atuam ao lado de uma pessoa para executar tarefas que exigem precisão milimétrica ou que se configura em trabalho perigoso ou insalubre.

Em Dubai, o transporte aéreo autônomo por drones deve se tornar realidade ainda em 2020. Os Emirados Árabes têm investido mais de US$ 3 bilhões para liderar a corrida dos veículos aéreos não tripulados.

 

Enfim, é a transformação digital presente em cada setor.  Essas são somente algumas das tendências que achamos interessante compartilhar nesse espaço. Certamente, há muito mais por aí:  bots, assistentes de voz, a Internet das Coisas, blockchain, DevOps. Abordaremos esses temas em novos artigos neste ano que começa. Acompanhe a gente aqui!

 

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