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Check & Adapt ou a teoria da evolução dos modelos de negócios

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“Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”. O pensamento, alerta ou mantra é de Leon Megginson, professor da Louisiana State University, num discurso em 1963, em que apresentava a sua interpretação da ideia central de “A Origem das Espécies” de Charles Darwin. O que chamamos de “check and adapt” em nosso mundo de business é, de fato, isso: uma seleção natural dos modelos de negócios, soluções e tecnologias atacadas o tempo todo pelas startups e as intempéries provocadas por um consumidor camaleônico e inquieto.

Vivemos tempos de transformações, cada vez mais radicais e mais rápidas. Há quase dois anos, num evento no Brasil, Thomas Friedman, colunista do New York Times, já alertava que a velocidade de avanço das tecnologias já teria superado a capacidade humana. Reflexo disso (pelo menos em parte) é a gangorra que vivemos, quando, por exemplo, uma WeWork, a empresa americana de espaços compartilhados (coworking) para pequenas empresas, sai de um valor de mercado empresa alcançou os US$ 47 bilhões para US$ 20 bilhões, em pouco mais de 6 meses. As empresas também se ressentem dessa capacidade de se adaptar às mudanças. Ou antes, reconhece-las.

Igualmente, as rivais do transporte compartilhado UBER e LYFT vivem dias de quedas no valor das ações. Completando 6 anos no Brasil, a UBER alcançou mais de 100 cidades, mudou a vida de passageiros, ameaçou a vida de taxistas. Em 2018, a operação brasileira alcançou receitas de quase US$ 1bi. Em 2019, continuava crescendo, mas apontando para um prejuízo gigantesco.

As lições do transporte compartilhado

Eis que surge o TURBI, uma plataforma de compartilhamento de veículos com um outro modelo de negócio. Experimentamos. E… #FICADICA; UBER, 99TAXI, LYFT, sem contar as tradicionais locadoras de veículos precisam ficar sempre atentas aos seus modelos de negócio e a experiência de uso. Para adaptar-se, melhorar, evoluir… O óbvio ululante que é negligenciado por aqueles que acabam no triste cemitério das marcas.

A empresa é proprietária de algumas centenas de veículos praticamente 0 Km, automáticos, completos, com ar condicionado, que se espalham em estacionamentos 24 horas, em São Paulo. Pelo app, você localiza veículos próximos de você, reserva, desbloqueia, checa as condições, reporta as condições e seleciona pagar por hora+ Km rodado ou pacotes de 6 horas, 12 horas ou 1 semana + o Km rodado. Parece mais uma “rentacar”. Mas, é um novo momento.

Para entender

Fizemos um trajeto, em São Paulo, da Avenida Faria Lima até o Aeroporto de Guarulhos. A viagem de ida de Uber X, cerca de 35 km ate o aeroporto, sairia R$ 90,00 aproximadamente. Ficamos com um Turbi popular (Hyundai HB20) por 4h41min. Rodamos 92 km, ida e volta ao aeroporto e mais uns, digamos, giros pela capital paulista, chegamos a um gasto de R$ 92,84. Em um segundo dia de teste, pegamos outro um Turbi popular (Onix) por 6h28m, percorrendo 38 Km. Total do gasto R$ 73,69.

Para uma primeira análise, em algumas circunstâncias, como um trajeto mais longo de algumas horas, o Turbi é uma alternativa mais econômica que um UBER, TAXI, locadora tradicional ou 99.  Mas, a questão que nos chamou a atenção e nos trouxe para o velho mantra do ‘check and adapt” é o modelo de negócios.

TURBI são carros novos, completos, valor da viagem que já inclui combustível, facilidade de uso (o app segue a regra dos aeroportos – qualquer um chega até a mala, nesse caso na viagem de carro), segurança (usa biometria facial para desbloquear carro e operações). Você precisa deixar o carro com 25% do tanque de combustível e limpo. Se precisar abastecer há um cartão de débito para usar numa rede credenciada. Se não encontrar a rede credenciada, você paga e tira uma foto do cupom fiscal pelo app para ser reembolsado. Se precisar lavar, também será reembolsado.

Não dá para entender ainda se o modelo de negócios para de pé. Nem do UBER, nem do TURBI. Não dá para prever quem matará quem – o mais provável é a convivência de modelos distintos, o TURBI serve bem a quem pode e gosta de dirigir “seu próprio carro” com certa liberdade e praticidade e sem ter que se preocupar em abastecer, fazer manutenção, pagar seguro, licenças etc. etc.

Uber, e seus similares, te colocam mais distante ainda dessas dores de cabeça da propriedade de um veículo. Serve muito bem àquela viagem do dia a dia, do momento. O TURBI tem que ser mais planejado, nem sempre (por enquanto) você tem um carro por perto. É provável que o TURBI ameace mesmo as tradicionais locadoras de veículos.

Mas, esse comparativo não quer prever o fim ou futuro de nada. Este é apenas um alerta para que nós, em todo tipo de negócio, fiquemos sempre alertas e inquietos com o modelo de negócio, com os resultados alcançados (os bons também) com a experiência de nosso usuário e consumidor e com o que está emergindo e pode nos levar para a cidade das marcas de pés juntos. Sacaram?

 

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