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Migração para Cloud: sete erros e uma reflexão

A migração para a nuvem em uma empresa deve considerar inúmeros aspectos para que seja bem-sucedida e, consequentemente, eleve a produtividade da equipe — além da resiliência operacional e agilidade do negócio. Em outras palavras, o êxito em tal estratégia impacta diretamente na cultura da organização e em seu desempenho, tornando-a mais dinâmica, com foco no cliente e orientada a valor — em vez de lenta e voltada a custos.

E o fato é que, de acordo com a consultoria Gartner, mais de 70% das empresas já migraram, ainda que parcialmente, sua infraestrutura para a nuvem — e essa tendência deve aumentar cada vez mais nos próximos anos. No entanto, é de extrema importância manter em perspectiva que, ao longo desse processo, diversos erros podem comprometer o êxito da estratégia. Neste artigo destacamos alguns deles:

1. Falta de governança e planejamento
É natural que haja ansiedade em relação à migração para a nuvem; antes de tudo, porém, é imprescindível avaliar todos os pontos relevantes no processo — como custos envolvidos, aplicações que podem migrar, o impacto na operação do negócio e, principalmente, se o momento é propício. Aqui vale ressaltar também a segurança, ou seja, a importância de garantir que os dados sejam criptografados e haja diversos níveis de segurança para protegê-los — entre outras ações essenciais. Outro erro é não definir, de maneira clara, quem são os responsáveis, na organização, por tarefas e atividades específicas relacionadas à nuvem (como segurança, backups e continuidade do negócio, por exemplo).

2. Não priorizar a segurança
Sim, esse aspecto foi mencionado no tópico anterior, mas nunca é demais ressaltar sua importância. Ou seja, é crucial avaliar corretamente quais são as funcionalidades de segurança que a organização precisa — e se o provedor contratado pode fornecer as soluções necessárias. Aqui cabe, aliás, um comentário: os serviços em nuvem proporcionam excelente segurança — mas seus fornecedores não se responsabilizam pelo mau gerenciamento do sistema de um cliente, ou mesmo por processos duvidosos de desenvolvimento de softwares e políticas de segurança.

3. Não monitorar o desempenho regularmente
Monitorar o desempenho regularmente é essencial para identificar dificuldades — além de prever erros e inconsistências. Assim, é possível estabelecer as medidas necessárias para lidar com esses problemas e atingir os resultados esperados. Deve-se ressaltar, ainda, que os principais indicadores de desempenho precisam ser revisados periodicamente, a fim de evitar gastos desnecessários e não prejudicar as operações essenciais.

4. Migrar a equipe para a nuvem imediatamente
Não há alternativa: é essencial contratar um especialista em administração Cloud ou investir para treinar a equipe de TI — afinal, as plataformas em nuvem são totalmente diferentes de redes internas. A falta de conhecimento em nuvem, aliás, pode causar um verdadeiro desastre em termos de segurança — e, por essa razão, é de extrema importância que a organização conte com o profissional adequado — ou garanta que o time interno esteja devidamente capacitado para executar o trabalho da maneira correta.

5. Não levar em conta a importância do gerenciamento pós-migração
Algumas organizações não levam em conta a maneira como seus dados e aplicativos serão suportados após a mudança para Cloud — na verdade, supõem que isso não é necessário. A questão, todavia, é que essas empresas são, invariavelmente, surpreendidas quando precisam lidar com problemas desse tipo. Deve-se considerar, portanto, que parte do processo de migração envolve definir, claramente, quem se responsabilizará pelo suporte dos dados na nuvem — assim como o estabelecimento de uma estratégia nesse sentido e, se necessário, pontos de escalonamento.

6. Considerar que todos os provedores de serviços em nuvem são iguais
Outro erro é assumir que os todos os provedores de serviços Cloud são iguais e não realizar uma seleção adequada. Por essa razão, é fundamental considerar alguns aspectos essenciais nesse sentido, uma vez que grandes problemas invariavelmente surgem quando a organização percebe que o fornecedor não atende às necessidades da operação. Por exemplo:
• Serviços: quais aplicações estão sendo oferecidas? São adequadas às necessidades do negócio?
• Faturamento: como os serviços são cobrados?
• SLA (Service Level Agreement): qual é o nível mínimo de desempenho oferecido? Quais são as garantias de que as metas de SLA serão mantidas?

7. Considerar o lift-and-shift como único caminho para a migração
É possível considerar o lift-and-shift (elevar e deslocar) — ou seja, levar uma aplicação on-premise e replicá-la para a nuvem, mas sem alterar sua lógica ou a maneira como funciona — como uma abordagem natural e conveniente. Contudo, tais aplicações são construídas para aderir a altas cargas de pico — e, na nuvem, continuam a operar assim, mesmo que sua utilização ou demanda seja baixa. Por essa razão, ainda que tal modelo seja relativamente fácil de gerenciar, é possível que se torne ineficiente e arriscado a longo prazo.

Reflexão: não esqueça as pessoas
Finalmente, é preciso considerar que a migração para a nuvem não é um projeto, mas uma jornada. Deve-se, assim, preparar as pessoas — ou melhor, os usuários finais —, já que novas maneiras de trabalhar serão introduzidas na organização. Afinal, em muitos casos os negócios em nuvem possibilitam uma tomada de decisão mais ágil, simplificam processos e permitem automatizar tarefas e atividades, entre outras vantagens.

Para todos os efeitos, esses fatores levarão a uma redefinição de papéis e responsabilidades. Por essa razão, é muito importante comunicar, com clareza, os benefícios que o novo modelo trará à empresa, bem como estabelecer canais de comunicação adequados para dissipar dúvidas e disponibilizar suporte técnico contínuo após a migração — além de proporcionar treinamento adequado e elaborar políticas de governança.