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Open Finance e o futuro dos bancos

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Há pouco mais de um mês, o  Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou Resolução lançando oficialmente o projeto Open Finance. Na prática, é uma evolução do Open Banking, que consistia em iniciativas mais voltadas para dados e serviços relacionados a produtos bancários tradicionais, para uma visão mais ampla, denominada Open Finance, incluindo outros serviços financeiros – câmbio, investimentos, seguros e previdência.

Entre as preocupações do BACEN e do CMN, expressas nesse trabalho conjunto, estão a governança, controle e monitoramento da implantação do Open Finance. Outras resoluções e regulamentações devem surgir para garantir melhores práticas de governança, mais controles internos, gestão de riscos, auditoria, transparência e comunicação clara. Na visão dos dois órgãos, os termos Open Banking e Open Finance ainda geram muita confusão para o consumidor.

Na direção de avançar cada vez mais nessa visão de sistema financeiro, a Receita Federal anunciou também, há uma semana, a implementação do compartilhamento de dados fiscais. O propósito é facilitar a comprovação de informações cadastrais e fiscais, o que facilita ainda mais a jornada do Open Finance.

Em resumo, trata-se de uma das maiores revoluções do sistema financeiro brasileiro com os dados financeiros deixando de ser propriedade de instituições financeiras, passando ao domínio do cliente, que terá mais autonomia, mobilidade e independência para analisar e escolher produtos e instituições financeiras.

O impacto do Open Finance nos Bancos

De fato, o consumidor e o próprio mercado já está se acostumando a tratar Open Banking e Open Finance como sinônimos. Na prática, isso importará pouco. O que realmente é relevante é o aumento da competição e digitalização dos bancos, fintechs e instituições autorizadas pelo Banco Central.

Se o comportamento do consumidor, a pandemia e o que conhecemos como transformação digital empurrou essas instituições financeiras para buscar mais eficiência e melhor experiência dos clientes, o Open Finance já começa a ser um acelerador maior que a pandemia para essa digitalização e evolução do sistema financeiro.

A oferta de produtos e serviços financeiros já precisa ser bem mais atrativa, os processos mais ágeis e a experiência, agora sim, incrível. Essa será a única forma de conquistar mais clientes e reter/ fidelizar aqueles já conquistados. O correntista, o investidor agora será (realmente) soberano em suas decisões.

Sua majestade, o cliente

Na ótica do “correntista”, com o processo de compartilhar seus dados de maneira autônoma, segura e totalmente gratuita, haverá mais independência e autonomia. Aquela “frasezinha” que víamos na época dos talões de cheque “correntista há 10 anos” (ou coisa parecida) passa a não ter mais nenhum sentido para a instituição isoladamente. O histórico desse consumidor pertence a ele e pode ser compartilhado com qualquer instituição avalizada pelo Banco Central.

Em outras palavras, para o cliente o portfólio de serviços, produtos e opções passa a ser praticamente infinito. Ele deixa de ser cliente do banco para ser consumidor do sistema financeiro brasileiro.

Do lado das instituições financeiras, haverá uma necessidade de entender muito mais as posturas, necessidades e escolhas do consumidor. Ou seja, entender de forma muito mais profunda o perfil dos clientes e, a partir dessa inteligência, buscar taxas mais justas e melhores remunerações, garantias ou vantagens para o cliente.

O relacionamento com o cliente precisará ser muito mais próximo também. O compartilhamento de informações pode permitir que o gerente saiba muito mais da vida financeira do cliente e, assim, torne o atendimento mais eficiente e a venda mais eficaz. É uma faca de dois gumes: o concorrente também pode ter a mesma visão e mais eficiência para atender e mais eficácia para conquistar esse consumidor.

Ou seja, a inovação do segmento financeiro será, cada vez mais, a tônica para propor mais produtos e serviços e, assim, conquistar e fidelizar clientes. Uma avenida que se abre com big data, analytics, mobile, blockchain, instant payments etc. E uma grande ameaça futura (num futuro muito próximo!) para a instituição que não se mexer.