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Transformação Digital: as startups e o “Time to Market”

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Direção é importante. Mas, velocidade é fundamental. Nesse mundo altamente competitivo, carregado de inovação e conectado, a velocidade de chegada (ou partida) pode ser a diferença entre estabelecer seu posicionamento, “exponenciar” seu modelo de negócio, firmar seus diferenciais ou ficar em segundo lugar (ou plano) e ficar para trás. Chegar mais rápido é conquistar espaço.

Transformação Digital e a startup: velocidade é fundamental…

Tudo começa com o fenômeno da transformação digital ou disrupção digital. A evolução tecnológica que rompe com modelos de negócios já tradicionais, cria novas formas de consumo e supera líderes e mercados. Com inovações ligadas principalmente a mobilidade, inteligência artificial, realidade aumentada, a grande força disruptiva é a velocidade de mudança. O que faz com que empresas desabem numa velocidade vertiginosa e novos entrantes cresçam de maneira colossal em prazos antigamente impensados.

A NETFLIX é um bom exemplo disso. A empresa começa sua história locando DVD’s e depois criando um modelo de assinatura para filmes, muito antes do advento do streaming – a NETFLIX foi fundada em 1997 e o streaming começa apenas 10 anos depois. Em 2010, a empresa tinha presença apenas nos EUA e Canadá. Hoje, está em quase 200 países. Entre 2010 e 2013, a empresa já havia conquistado quase 45 milhões de assinantes do serviço de streaming. Hoje, eles são cerca de 140 milhões.

Lean Startup, Agile…

A NETFLIX é só um exemplo que justifica o crescimento de práticas como MVP (Produto Mínimo Viável) e Desenvolvimento Ágil ou Agile. A filosofia é preocupar-se mais com o teste de um modelo, um produto, um serviço do que perder muito templo escovando um plano de negócios e projetando fluxos de caixa que raramente são realistas para um negócios em início ou em mudança. Enfim,  lean! Esse é o conceito da empresa enxuta e que ganhou expressão com o livro de Eric Ries, LEAN STARTUP.

Eric Ries compilou essa ideia de empresa ágil e leve, unindo as visões de marketing, tecnologia e gestão. Fazer acontecer (e prosperar!) hoje, seja numa startup, numa grande empresa, numa nova unidade de negócios ou num projeto tem tudo a ver com o que ele enunciou.

Lean Startup é só um jeito melhor de tomar decisões

A metodologia aplica três técnicas ou abordagens que permitem a tomada de decisão mais rápida e a evolução em velocidade do desenvolvimento. CANVAS, MVP e AGILE. No primeiro caso, o CANVAS, é um formato mais simples de visualizar as variáveis do seu negócio ou produto que possibilita refletir de forma rápida quais são as hipóteses de criação de valor para sua empresa e para os mercados que pretende atacar. Ao invés de ficar escrevendo um Plano de Negócio, a ideia é criar um diagrama do negócio. Ah! Mas, planejamento é preciso sim. Sempre. O fundamental é sair da teoria à prática ou de deixar de olhar para dentro para vislumbrar o que há lá fora.

O MVP é isso. Um jeito moderno de dizer: “coloque a barriga no balcão”. Ou seja, teste aquilo que pretende colocar no mercado – uma nova feature ou um novo serviço. E esse teste começa antes mesmo de desenvolver algo. Teste hipóteses, teste cenários, estratégias, abordagens, dores, problemas.

E em terceiro, o desenvolvimento ágil ou agile que já ganhou notoriedade no quesito desenvolvimento de software. O Agile fecha essa visão propondo-se a evitar desperdício de tempo e recursos e criar uma evolução rápida, leve e incremental. Com isso, seu produto ou empresa evolui de forma realmente iterativa e, de novo, incremental, rápida.

Mas, afinal, o que as startups nos ensinam?

Sim. Rápido. E consistente. Talvez, possamos tirar cinco de tantos ensinamentos das startups que alcançam sucesso:

1 – Inovar é fundamental.

É inalienável. Perpetuar-se é estar à frente. Não à toa, Jeff Bezos, o fundador da Amazon, tem o mantra do Day One. Segundo Bezos, todo dia tem que ser o primeiro dia de vida da empresa. Caso contrário, segundo ele, a Amazon começaria a morrer. Inovação é uma das características das Startups. Elas vieram para fazer diferente. As empresas tradicionais também precisam pensar o tempo todo o que poderia ser feito diferente e melhor.

2 – Rapidez também

Algumas startups alcançam sucesso muito rapidamente. Algumas crescem de forma exponencial. Os unicórnios, como o mercado financeiro gosta de chama-las. Não existe uma formula, mas é preciso pensar em escalabilidade. Se é um novo negócio, como facilitar seu crescimento. Se estamos falando de tecnologia, como encurtar a curva de adoção… SaaS, Cloud etc. E em cada processo, Lean Thinking e Agile. Hoje, se pensa dessa forma até no processo de venda B2B.

3 – Planejamento sim

Não é ficar enfurnado num DRE (demonstrativo de resultados) teórico, mas planejar é fundamental. Sem isso, executar rápido pode ser uma tragédia. A filosofia não é banir planejamento e sim encurtar o tempo entre pensar e testar a ideia. Bons produtos, boas empresas, startups de sucesso planejam o tempo todo. Mas, testam o caminho de seus planos.

4 – Menos é mais (de verdade)

É preciso reduzir burocracia, esforço, o “Time to Market”. Criar ciclos de desenvolvimento mais curtos e evoluir o produto ou a empresa de forma incremental.

5 -Arriscar, errar, errar mais cedo, aprender

Certamente isso resume tudo. Por que MVP, AGILE, LEAN? Para testar mais cedo para errar mais cedo para aprender mais cedo com o erro para ajustar para testar de novo para acertar para arriscar um pouco mais para testar mais cedo… E você vai errar. Quando se trata de inovação, de buscar novos mercados, mais valor é certo que haverá erros. Por isso é preciso errar cedo para concertar o mais rápido.

Não importa a natureza do negócio, o porte ou o momento da empresa. Hoje, não são mais os grandes vencendo os pequenos. E sim os ágeis subjugando os mais lentos. Os gigantes deram lugar aos mais rápidos. E é por isso que líderes históricos sucumbem às startups.

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