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As Fintechs e a Transformação Digital do Setor Financeiro

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business hand clicking fintech or financial technology flat design rocket

O MP3 e a possibilidade de trocas Peer2Peer mudaram por completo a indústria fonográfica. Os leitores digitais de livros foram uma revolução para a indústria editorial. Os aplicativos de compartilhamento mudaram o mercado de transportes. O setor financeiro (inevitável) também chegou ao olho do furacão dessa revolução que o mercado apelidou de transformação digital, movido principalmente pelas Fintechs.

O mercado financeiro começou a mudar de face já em 2002 quando a PayPal tornou-se o meio de pagamento oficial da maior operadora de leilões virtuais, o eBay. O mercado de pagamentos evoluiu rapidamente e hoje é uma voluptuosa competição, surgiram opções de crédito, conta digital. Agora, o grande impacto são as Fintechs, startups de tecnologia ligadas aos serviços financeiros. Não à toa, os grandes lideres do setor financeiro estão se associando, acelerando, investidos em centenas delas aqui no Brasil.

As Fintechs avançam no setor financeiro

Elas se multiplicaram. O Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID  produziu o relatório Fintech América Latina. O levantamento aponta o Brasil com maior número de Fintechs da região. Das 1166 listadas pelo estudo nos 18 países, 380 estão no Brasil. De 2017 para 2018, houve um crescimento de 66% no número de empreendimentos dessa natureza na América Latina.

Ainda segundo o estudo do BID, duas em cada três Fintechs já se encontram em estágios avançados de desenvolvimento. Além disso, um terço delas está em processo de internacionalização. Ou seja, a revolução financeira está a todo vapor e prova disso é que a Accenture estimou recentemente um aumento no investimento da tecnologia ligada ao setor financeiro de 67%.

E por que as Fintechs estão se destacando no setor financeiro?

Ninguém mais tem tempo de visitar uma agência. Ninguém mais quer ficar pendurado ao telefone procurando crédito. Todo mundo quer informações em tempo real, melhores serviços, mais facilidades, menores taxas. As agência físicas tornaram-se símbolos de dinheiro mal gasto e serviço inadequado. Associado a esse cenário, surgiram grandes desafios e  oportunidades incríveis: internet, big data, blockchain, cloud, mobile first ou mobile only.

O primeiro motivo não é característica apenas do setor financeiro. As Fintechs, assim como as startups em geral, são empresas mais ágeis que já nascem embebidas em inovação, tecnologia, novo mindset, metodologias ágeis  o propósito de fazer diferente ou suprir uma necessidade não atendida. Podemos dizer que as Fintechs não possuem tecnologia legada e nem processos já consolidados ao longo de anos.

Mas, isso por si só não seria suficiente. Por isso, podemos apontar que o segundo driver foi a evolução da conectividade, o acesso a internet e smartphones. Além desses dois pontos, podemos elencar também as recentes regulamentações, como  a do Banco Central, de 2013, que Banco Central, que organizou a oferta de pagamentos por celulares e serviços pré-pagos sem a intermediação de instituições financeiras.

O impacto das Fintechs

O resultado principal dessa profusão de startups financeiras é a transformação dos processos financeiros para atender às necessidades dos consumidores de forma diferenciada, com mais facilidades, menos burocracia e com menores taxas. Enquanto, em nome da redução de riscos e amento da segurança, as grandes instituições criaram barreiras à bancarização e ao crédito, as Fintech passaram a permitir a contratação de um cartão de crédito ou abertura de uma conta corrente por meio do seu próprio smartphone e em poucos minutos.

Outros impactos que a “Transformação Fintech” está trazendo para o setor financeiro

 

  • Atendimento: é preciso procurar mais agilidade, mais autosserviço. Nascem novos aplicativos e plataformas com inteligência artificial.
  • Bancarização: nasceram contas digitais e novos modelos de crédito em que o cliente não precisa mais enviar cópias de documentos e comprovantes de endereço para abrirem uma conta.
  • Informação Rápida: agora o cliente acompanha em tempo real as movimentações em sua conta corrente e seus investimentos
  • Novos Modelos de Negócio: as Fintechs trouxeram a possibilidade de investimento direto de pessoas físicas e jurídicas em plataformas de recebíveis e crédito
  • Educação Financeira: com mais acesso a informação e maior transparência, as Fintechs estão proporcionando também uma reeducação financeira para o consumidor
  • Mais privacidade: o relacionamento passa a ser digital e o cliente passa a ser o principal agente de suas escolhas e de suas demandas.

Enfim, o maior impacto que as Fintechs vêm provocando é uma revisão de modelo por parte do próprio setor financeiro, além de uma nova forma de enxergar, desejar e contratar por parte do consumidor de serviços financeiros. Isso traz grandes desafios para o setor. De parte das instituições, se reinventar para não perder o timing do consumidor. E de uma maneira geral evoluir regulações, adequar infraestrutura e cuida para os riscos digitais inerentes, como os crimes financeiros e cibernéticos

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